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Desenvolvimento de aplicativos: dicas e dúvidas

Tempo de leitura: 11 minutos

A crescente digitalização dos negócios, associada a um período de isolamento social que pede por novas soluções digitais, acabou por incentivar o ingresso de empreendedores no universo do desenvolvimento de software. É comum, neste caso, entender pouco sobre o assunto e carregar uma série de dúvidas sobre o processo que tem como ponto de partida uma ideia e termina com o uso de um novo aplicativo pelas pessoas.

Pensando nisso, iremos contar como funciona esse processo aqui na SoftDesign, e depois falar um pouco sobre tempo de desenvolvimento e publicação em lojas de apps.

Concepção do Produto

Na SoftDesign, o primeiro passo para a criação de um aplicativo é a Concepção. Esse serviço dura em média quatro semanas, com reuniões semanais entre a equipe da empresa e o cliente. A Concepção pode ser dividida em três fases:

– Ideação: é a fase na qual vamos discutir o modelo de negócio, a forma de rentabilização do produto ou o modo como o aplicativo vai atingir os usuários. Nessa fase, iremos realizar pesquisas, buscar entender qual problema esse aplicativo resolve e se o problema é mesmo relevante para os futuros usuários – para que possamos criar um aplicativo verdadeiramente necessário/desejado pelos usuários.

– Estruturação: depois de idealizar, iremos pensar na estrutura do produto, desenhando jornadas de interação entre os usuários e o produto, e também criando protótipos de baixa fidelidade. Essa fase nos ajuda a responder a algumas perguntas como: quais funcionalidades o aplicativo deve ter; quais tecnologias devemos usar? O objetivo é pensar não só em funcionalidade, mas também em critérios de escalabilidade, confiabilidade e etc. para que o app seja viável em termos de tecnologia.

– Planejamento: nesse momento, iremos pensar em um planejamento de alto nível. Qual será a estratégia de lançamento? Podemos lançar um Mínimo Produto Viável? O que poderíamos aprender mais cedo com o lançamento de um MVP? Onde vamos chegar no curto, médio e longo prazo? Nesse momento, o propósito é desenvolver um aplicativo viável em termos de negócio, considerando estimativas de investimento e prazo.

Durante essas três fases, estaremos utilizando técnicas de Design Thinking, Customer Development e Lean Startup, além de conceitos de Modelos de Negócio e Negócios de Plataforma, entre outros. Todos, importantes para conceber um produto digital na sua totalidade, pensando nas questões técnicas e de negócio.

Ciclo de Descoberta

Após a fase de Concepção, tem início o Desenvolvimento de Software. Aqui na SoftDesign, isso significa que uma equipe ágil e multidisciplinar será designada para trabalhar no desenvolvimento e gestão do produto, realizando em paralelo ciclos de trabalho de Descoberta e de Entrega (Discovery e Delivery).

O trabalho de descoberta é feito pelo Product Owner em conjunto com um Designer, sempre com apoio do cliente e, eventualmente, do restante do time. Nesse trabalho, fazemos a tarefa contínua de pensar o produto, já que um produto digital está em constante melhoria e refinamento. As atividades incluem:

– Entendimento de novas oportunidades ou problemas trazidos pelo negócio (possíveis parcerias, possíveis propostas de valor) ou trazidos pelos usuários atuais do aplicativo se houver (feedbacks, dificuldades de uso, novas ideias, dados de analytics);

– Análise de opções de solução para essas oportunidades ou problemas, estudadas com o desenho de jornadas e protótipos, e, quando muito incertas, validadas com testes ou experimentos com usuários;

– Priorização, que consiste na revisão do roadmap do produto para decidir como encaixar esses novos itens analisados;

– E Refinamento, que é o detalhamento dos itens de trabalho com informação suficiente para que possam ser discutidos com a equipe e, assim, passados para o Ciclo de Entrega.

Ciclo de Entrega

Os Ciclos de Entrega tem duração fixa de duas semanas, e são chamados de sprints. Cada sprint passa pelas seguintes etapas:

– Dia 1 – Planning: planejamos as duas semanas seguintes de trabalho definindo o objetivo e os itens que serão desenvolvidos nesse período;

– Dias 2 a 13 – Daily: todos os dias, o time realiza uma rápida reunião para reorganizar as estratégias da sprint e resolver possíveis impedimentos;

– Dia 14 – Review: a equipe irá mostrar ao cliente o que foi desenvolvido nas duas semanas de trabalho. Juntos, iremos analisar os resultados e o feedback do cliente será usado pelo time para implementar melhorias e adaptar o trabalho das próximas semanas;

– Dia 14 – Retrospective: ainda ao final da sprint, a equipe irá discutir formas de melhorar o processo de trabalho, para qualificar ainda mais as entregas.

Na SoftDesign, não acreditamos em uma criação unilateral. Por isso, o aplicativo deve ser desenvolvido em conjunto: a nossa equipe junto ao cliente. Um dos principais objetivos de trabalhar em sprints é essa participação no desenvolvimento do produto e a total transparência sobre o que está acontecendo.

As cerimônias de Planning e Review fazem com que o cliente participe ativamente do desenvolvimento, discutindo com a equipe cada passo da evolução do produto. Além disso, por meio de ferramentas online como o Jira, é possível acompanhar todo o trabalho e também interagir com a equipe.

Publicação, Sustentação e Operação

Além dos Ciclos de Descoberta e Entrega, esse time auxilia o cliente com atividades de publicação, sustentação e operação, muito importantes para os aplicativos. Algumas tarefas inclusas são:

– No momento da primeira publicação de um aplicativo, nosso time realiza a criação da infraestrutura de produção (servidor em nuvem) e também a configuração das lojas de aplicativos;

– Quando o aplicativo entra no ar, nossa equipe de descoberta auxilia o cliente a planejar formas de testar as hipóteses de negócio com usuários reais, além de ajudar na entrada em operação, tirando dúvidas sobre o funcionamento e ajudando a estruturar a operação de sustentação;

– Após ter uma primeira versão entrar no ar, nossa equipe passa a trabalhar ao mesmo tempo nos itens novos e na sustentação de nível 2 e 3 – solução de incidentes, monitoramento da infraestrutura, etc.

A Equipe

Para desenvolver um aplicativo, não basta somente um programador. A equipe da SoftDesign é formada por um Scrum Master, um Product Owner, um Designer, Desenvolvedores, e Analistas de Testes.

– O Scrum Master (SM) é o responsável  por ajudar o time a utilizar os melhores métodos para atingir uma boa produtividade e qualidade. O Scrum Master também apoia na solução de impedimentos, sempre buscando melhorar o fluxo de entrega;

– O Product Owner (PO) estará sempre em contato com o cliente, pois é o responsável por por ajudar o cliente a traçar as estratégias de priorização para atingir os objetivos do produto no menor tempo possível, além de discutir todos os detalhes do funcionamento aplicativo e ajudar a descrever os critérios de aceitação do mesmo;

– O Designer apoia em todo o processo de descoberta, propondo e testando formas de criar um produto que seja útil, valoroso e desejável (UX), além de trabalhar no desenho das interfaces (telas do aplicativo);

– Os Desenvolvedores escreverão o código, revisarão os códigos dos seus pares (peer review) e farão os testes unitários do produto, que são os primeiros testes;

– Já os Analistas de Testes (QAs) executarão testes manuais e também desenvolverão testes automatizados para eliminar o máximo possível de bugs ainda dentro do processo de desenvolvimento.

Quanto custa e em quanto tempo um app fica pronto?

Essas perguntas são difíceis de responder sem uma análise prévia. Isso porque existem aplicativos que ficam prontos em dois meses, e outros podem demorar um ano – o que impacta, obviamente, nos custos. Para ter uma estimativa, é preciso saber primeiro:

1. Qual a complexidade do aplicativo: quantas telas ele vai ter e quais funcionalidades vai disponibilizar aos usuários?

2. Esse aplicativo vai se comunicar com um servidor web? Ou vai funcionar sozinho, só acessando os dados do celular?

3. O app vai ser desenvolvido para iOS e Android? Será que os usuários possuem celulares de ambos os sistemas operacionais? Ah, e qual a melhor tecnologia a ser usada?

4. A ideia é desenvolver de imediato uma versão completa ou um Mínimo Produto Viável do aplicativo para testar a ideia no mercado?

Ou seja, para ter uma estimativa mais aproximada dos custos e do tempo de criação um aplicativo, primeiro é preciso pensar na solução. Você já deve ter percebido, mas na SoftDesign nós respondemos a essas perguntas na etapa de Concepção, onde criamos o roadmap do produto e conseguimos traçar com alguma visibilidade o que será feito a seguir.

De qualquer modo, é preciso entender que um aplicativo é um software e tecnologia é uma área de mercado que envolve profissionais extremamente qualificados: tudo isso impacta nos custos. Se você não está preparado para investir, nossa dica é realizar a etapa de Concepção para organizar a ideia e buscar investidores para o projeto.

Também é importante ter cuidado com essa ideia de que o aplicativo ficará ‘pronto’. Por mais que ele esteja em produção, publicado e com usuários, esse app ainda precisará ser evoluído e sustentado. Por isso, não minimize suas projeções futuras.

Além disso, sabemos que nada é mais caro do que desenvolver um aplicativo que ninguém quer usar. Por isso, durante todo o nosso processo continuamos realizando descoberta em paralelo à entrega. Ou seja, não atuamos como uma ‘fábrica de software’ nos modelos antigos, mas pensamos o produto junto com o cliente de forma estratégica, trabalhando na contínua experimentação e aprendizado – que irão ajudar a desenvolver um produto desejável e valoroso.

Como começar?

Agora que você já entende como funciona o processo de desenvolvimento de um aplicativo na SoftDesign e esclareceu algumas importantes dúvidas sobre custos e tempo de criação, é hora de colocar a sua ideia em prática. Preencha o formulário abaixo para que possamos conversar com você sobre a criação do seu app.


Sugestões ou críticas para nosso blog? Entre em contato pelo endereço mkt@softdesign.com.br.

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Karina Hartmann

Karina trabalha na concepção de produtos digitais para startups e grandes empresas. Também já foi Gerente de Projetos, Analista de sistemas, Programadora Java, e já trabalhou com melhoria de processo.
É Mestre em administração pela UFRGS, onde estudou métodos de desenvolvimento de produtos digitais inovadores. É Bacharel em Matemática aplicada e Pós-graduada em Governança de TI.
Tem as certificações CSM, PMP, CFPS e CPRE-FL.

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