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Publicado dia 26 de março de 2024

Cultura data-driven: alavancando produtos com análise de dados

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Cultura data-driven: alavancando produtos com análise de dados

No mercado digital, é preciso ultrapassar desafios constantes para permanecer à frente da concorrência e superar necessidades e expectativas dos usuários. Nesse cenário em que o volume de dados é considerável, a capacidade de extrair insights estratégicos dessas fontes tornou-se um importante diferencial competitivo.

Neste artigo, exploramos como a adoção dessa abordagem revoluciona a tomada de decisões relacionadas aos produtos digitais. Desde a coleta e análise de dados até a definição de métricas e KPIs, compartilhamos como essa mentalidade ajuda a otimizar processos, impulsionar a inovação e alavancar o crescimento dos negócios.

Além dos números: explorando o potencial dos dados


As organizações precisaram desenvolver a habilidade de compreender profundamente o comportamento de seus usuários, com o objetivo de antecipar tendências e otimizar continuamente suas soluções. Nesse sentido, na rotina de um time de produto, existem diferentes tipos de informações qualificadas que podem ser consideradas no desenvolvimento e aprimoramento de um software:

  • Dados de rastreamento de uso: referem-se a diferentes métricas que acompanham o comportamento dos usuários, como a frequência de acesso, o tempo dedicado a uma função ou seção específica, entre outros. Esses dados são essenciais para orientar investimentos e determinar quais funcionalidades devem ser priorizadas. 
  • Dados de mercado: informações sobre tendências de consumo, comportamento do usuário, concorrência, preços, oferta e demanda de produtos e serviços. Para compreender e utilizar esses dados de forma eficaz, é aconselhável contar com a experiência de Product Marketing Managers, que têm a capacidade de interpretar as expectativas do mercado em relação a um produto específico. 
  • Dados de delivery: consistem em informações relacionadas ao funcionamento do software em uso, incluindo o tempo necessário para resposta, a utilização dos recursos do sistema, incidentes reportados pelos usuários e outras métricas que ajudam a avaliar a qualidade da solução em funcionamento. 

Segundo Bruna Ricardo, Product Manager da SoftDesign, a análise desses dados revela funcionalidades com muitos incidentes e pontos onde os usuários encontram mais dificuldades, ajudando a priorizar melhorias.

É importante destacar que os produtos geram uma quantidade significativa de dados. Diante disso, é comum questionarmos: quais dados devemos analisar e priorizar? Para responder a essa pergunta, é necessário revisitar os objetivos de negócio e definir as métricas-chave a serem acompanhadas, orienta.

Wagner Machado, Diretor de Tecnologia na Green Card, reconhece que implementar uma cultura data-driven ainda é uma missão repleta de desafios, pois envolve múltiplos stakeholders e provoca uma evolução significativa no modo de pensar e trabalhar.

Promover melhorias em nosso aplicativo, a partir do feedback dos usuários, é o melhor exemplo de Data-Driven Development. Ao monitorar o nosso desempenho, temos a oportunidade de transformar avaliações negativas em melhorias que impactam diretamente nossos clientes. Isso é o que mais nos chama atenção em termos de bons resultados.

Métricas e Indicadores de Desempenho


O uso dos dados e métricas varia de acordo com a maturidade da solução digital. Se o produto está em fase inicial e em busca do product-market fit, os dados qualitativos e de resultados de experimentos serão os mais utilizados. Afinal, certamente o aplicativo, plataforma ou sistema ainda não possui uma base relevante de usuários para que os desenvolvedores analisem e identifiquem tendências. 

Por outro lado, quando o produto já está em fase de crescimento e possui uma grande base, existem uma série de técnicas, frameworks e ferramentas disponíveis no mercado. Entre elas estão:

  • Firebase Analytics: trata-se de uma ferramenta de análise de dados que oferece insights detalhados sobre como os usuários interagem com o produto, incluindo seus comportamentos e características. Ela possibilita a definição de eventos personalizados para monitorar aspectos específicos que são relevantes para o negócio. 
  • Mixpanel: indicado para dados mais estruturados, possui funcionalidades que incluem rastreamento de eventos, segmentação, análises de retenção e testes A/B. Além disso, permite agrupar usuários com comportamento semelhante, o que ajuda a compreender diferentes segmentos e orientar estratégias de engajamento de forma mais precisa.  
  • Clarity: monitora automaticamente todas as páginas, oferecendo insights para transformar problemas em oportunidades. Entre as suas principais funcionalidades estão os mapas de calor, que mostram as áreas com maior interação e até onde os visitantes rolam, fornecendo informações valiosas sobre o comportamento de uso.  
  • Hotjar: essa ferramenta ajuda a compreender a jornada dos usuários. Com ela, descobrimos onde clicam e por que desistem de consumir o produto. Em resumo, o Hotjar auxilia as empresas a melhorarem significativamente a user experience, oferecendo recursos como gravação de sessões, pesquisas de feedback e análises de conversão.  
  • AARRR (Métricas Piratas): é um framework que consiste em um conjunto de métricas fundamentais utilizadas para avaliar e compreender o desempenho de um produto ao longo de seu ciclo de vida, abrangendo áreas como Aquisição, Ativação, Retenção, Referência e Receita. 

Orientando decisões com dados 


Para conseguir chegar no melhor produto possível, é necessário definir objetivos e KPIs de negócio já na fase inicial de sua criação. Para Bruna, essa etapa é fundamental antes mesmo de se definir quais serão as métricas do produto, ferramentas e frameworks utilizados no seu desenvolvimento. 

A definição prévia do que precisa ser desenvolvido e mensurado permite que sejam criadas hipóteses aderentes aos objetivos de negócio. Além de se conceber inicialmente o produto digital mais viável, isso permite também identificar ao longo do processo áreas específicas do produto que precisam ser aprimoradas para alcançar o resultado desejado.  

Nem sempre as organizações têm os KPIs, objetivos de negócio e diferenciais de marca bem definidos. Quando se trata de desenvolver um produto, essa situação se torna ainda mais complexa. Portanto, é crucial estabelecer um objetivo claro para poder determinar quais funcionalidades devem ser desenvolvidas, ressalta a PM da SoftDesign.  

Isso significa que os objetivos irão direcionar o desenvolvimento até que o time consiga provar que por meio dos dados coletados é possível tomar decisões melhores. Gradualmente, esse movimento incentiva uma cultura data-driven nos clientes. Em contrapartida, quando as decisões não são orientadas por dados, existe o risco de o time de desenvolvimento passar a atuar como uma fábrica de funcionalidades, frequentemente desenvolvendo recursos que os usuários não necessitam, o que resulta em um desperdício de tempo e dinheiro.

A coleta e análise constante de dados permitem uma compreensão plena sobre o comportamento de uso de funcionalidades. Com isso, pode-se determinar qual parte do produto e que tipo de usuário serão priorizados, orientando assim o desenvolvimento da solução digital.

A era dos dados: vantagens da cultura data-driven


Quando os times conseguem colocar em prática o seu conhecimento sobre dados, o resultado é um produto mais enxuto, que estará pronto para ser lançado rapidamente no mercado. Sendo assim, é crucial compreender que sua empresa não precisa criar um produto altamente complexo antes de lançá-lo. Afinal, é no mercado que obtemos feedback e métricas essenciais para direcionar o produto e satisfazer as necessidades reais dos usuários.

Por último, ser data-driven é uma responsabilidade de todos. Logo, é essencial criar uma consciência coletiva de que as métricas têm um impacto direto no produto e no trabalho realizado.

Desenvolver com um time missionário, orientado a métricas, faz uma grande diferença nos resultados. Para mim, o principal benefício é a economia. Se podemos concentrar esforços em funcionalidades que podem ser implementadas em dois meses em vez de seis, isso inevitavelmente resultará em uma geração maior de receita sem a necessidade de um investimento tão alto, conclui.

Como desenvolvemos produtos orientados a dados


Na SoftDesign, desde a concepção reunimos dados quantitativos e qualitativos para desenvolver produtos viáveis e com alto poder de engajamento. Atuamos com times missionários, que se apoiam no desenvolvimento ágil para definir roadmaps e prazos confiáveis.

Ajudamos nossos clientes a tomar decisões melhores ao identificar gargalos e propor soluções para impulsionar uma jornada de inovação efetiva, aumentando sua competitividade e otimizando o desenvolvimento. Na Green Card, por exemplo, identificamos por meio de nossas análises que a empresa precisava aumentar a carga horária da equipe de QAs para melhorar a eficiência do ciclo de desenvolvimento.  

Para o Diretor de Tecnologia da Green Card, essa mentalidade ágil e data-driven colabora muito com a evolução do produto:

As métricas que a SoftDesign nos apresenta são específicas para o nosso negócio, e por meio desses dados medimos os nossos números com eficiência. Evoluímos consideravelmente nos últimos anos, principalmente no processo de desenvolvimento de software. Além disso, aprimoramos a gestão de equipes e processos, e temos dados e informações qualificadas para tomar decisões mais orientadas e seguras.

Se a sua empresa também precisa de apoio para adotar a cultura data-driven, entre em contato conosco. Nossa maturidade e conhecimento em métodos ágeis nos permitem entregar produtos de forma incremental e em interação contínua com os usuários e o mercado. Conheça o nosso jeito de desenvolver software no vídeo abaixo: 

Foto do autor

Pâmela Seyffert

Marketing & Communication na SoftDesign, Jornalista (UCPEL) com especialização em Gestão Empresarial (UNISINOS) e mestrado em Comunicação Estratégica (UNL). Especialista em comunicação e criação de conteúdo.

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