PT | EN

A Importância do Design de Produto Digital

Por 07/03/2023 22/04/2024 17 minutos

O Design de Produto tem como base a pesquisa e o entendimento do usuário, e isso pode definir o sucesso ou o fracasso de uma solução digital. Quantas vezes você já desistiu de efetuar uma compra por falha na validação do método de pagamento? Ou recebeu mensagens de erro ao tentar preencher um formulário de cadastro? Essas situações afastam potenciais consumidores e impactam negativamente os negócios.

Para garantir que soluções digitais sejam desenvolvidas de forma adequada, de acordo com público-alvo, personas e suas dores, investir em Design é essencial. Pensando nisso, entrevistamos a Lead Product Designer da SoftDesign, Priscila Rodrigues. No conteúdo abaixo, explicamos como ele ajuda a reduzir incertezas e aumentar o nível de satisfação dos usuários.

Se a sua startup ou corporate ainda não investe em Design de Produto, você certamente está perdendo tempo, dinheiro e relevância. Para mudar esse cenário, preencha o formulário abaixo e converse com nossos especialistas.

Vamos conversar?

Entre em contato e vamos conversar sobre seus desafios de TI.

Design de Produto e Tecnologia

SoftDesign – O Design é um dos pilares do nosso trabalho, e essa é uma área que vem crescendo muito no universo da Tecnologia. Por quê?

Priscila Rodrigues – O Design existe há muito tempo – desde a Revolução Industrial – mas o mercado de TI ainda não enxergava a sua importância. Nos anos mais recentes, conseguimos identificar que essa é uma ferramenta muito importante e poderosa, pois sem planejamento não conseguimos entender por que desenvolvemos produtos e serviços. A Tecnologia sem Design de Produto não resolve problemas, na verdade cria outros.   

Para comprovar essa ideia, em 2018, a consultoria McKinsey realizou uma pesquisa com o intuito de compreender o valor de negócio do design. Os resultados obtidos mostraram que as empresas que utilizam esses conhecimentos de forma efetiva em sua cultura geraram 32% mais receita e 56% mais retorno aos acionistas.

Essa é a maior pesquisa já realizada na área, e seus outputs deixam claro que o mercado está cada vez mais atento em relação a importância do Design. Logo, empresas que não compreenderem isso irão estar em desvantagem frente às demais.

SD – Na prática, qual é a importância do Design de Produto?

PR – Ninguém quer consumir um produto que não é bom de usar, e essa sensação não vem do nada, não é apenas uma visão pessoal do usuário. Sua origem está relacionada, muitas vezes, a problemas de usabilidade. Pensar a usabilidade é justamente analisar como determinada pessoa irá usar um aplicativo, sistema ou plataforma, e em qual contexto isso será feito.

Não é possível desenvolver um produto digital sem pensar no usuário. Se queremos que as soluções sejam desejadas e compradas, precisamos pensar nas pessoas. É para isso que o Design de Produto existe. Mais, é por meio de pesquisas e aplicações que proporcionamos boas experiências em produtos digitais.

Conceber e Experimentar

SD – O Design de Produto está presente em todos os serviços da SoftDesign. Como ele agrega valor na Concepção e na Experimentação?

PR – A primeira etapa de pesquisa é feita na Concepção. Logo, os clientes que utilizam esse serviço podem ser startups em fase inicial ou corporates criando soluções (para uso interno ou externo). Nesta fase, buscamos entender quem são os usuários afetados pelo produto e quais são suas reais necessidades.

Já na Experimentação, as hipóteses de produto e negócio levantadas anteriormente são colocadas em prática para testar a adesão dos usuários. Sua principal missão é encontrar o product-market fit, ou seja, comprovar que o produto soluciona uma dor e, em alguns casos, que a solução é rentável.

Esse match é o que buscamos encontrar nesse serviço. Entretanto, muitas vezes os clientes preferem passar da Concepção direto para o Desenvolvimento de Software. É possível, mas dependendo do caso, nós não aconselhamos. Isso porque, a probabilidade de algo não funcionar da forma idealizada e com o retorno de investimento esperado pode ser alta. Afinal, não temos como prever o comportamento dos usuários ao utilizarem um produto pela primeira vez. É por isso que muitas startups e corporates acabam falindo ou pivotando sua ideia.

Na SoftDesign, nós entendemos que para facilitar esse processo o primeiro passo deve ser testar o produto de forma rápida e com o menor investimento possível para buscar aprendizados. Um MVP No-Code ou Low-Code, por exemplo, é uma opção simples para testar a ideia na empresa ou mercado, verificando se o produto possui adesão e se conseguimos alcançar os usuários corretos.

Somente após concluir essa fase com sucesso é que entendemos que a solução tem futuro e, portanto, sugerimos um investimento maior de tempo, esforço e dinheiro. Nós temos essa preocupação e transparência com nossos clientes.

Problemas Reais Exigem Testes Reais

SD – Ser uma empresa human-centered é um dos maiores diferenciais da SoftDesign. Por isso, as pesquisas e testes dos nossos produtos são feitos com potenciais usuários. Certo?

PR – Exatamente. As pesquisas são feitas com usuários reais por meio de diversas técnicas, sempre buscando perfis aderentes ao negócio em questão. Um erro muito comum ao começar um negócio digital é justamente realizar esses testes e pesquisas com amigos ou familiares. É natural que essas pessoas não queiram nos desagradar e, por isso, digam que a ideia é ótima e que com certeza comprariam o produto. Entretanto, não há como ter garantias de que essa ação irá se concretizar no futuro, pois amigos e familiares talvez não sejam as personas do produto.

Em alguns casos, a pessoa empreendedora pode acabar se empolgando com essas respostas a ponto de investir um valor considerável no desenvolvimento da solução digital, sendo muito provável que sua ideia não tenha o retorno esperado. Nós buscamos usuários que realmente possuem um perfil compatível com o produto, para realizar pesquisas e testes limpos, evitando vícios de origem.

User Experience

User Research na Prática

SD – Você comentou sobre diversas técnicas de pesquisa. Como aplicamos User Research em aplicativos de startups e sistemas de empresas, por exemplo?

PR – Indiferente se for um aplicativo ou sistema, nós precisamos em primeiro lugar entender quem são seus usuários e o contexto de negócio. Esse é o ponto-chave. Basicamente, User Research são pesquisas para entender comportamentos e necessidades dos usuários e existem diversas técnicas disponíveis e em uso antes mesmo do Design ser popularizado, pois possuem origem na Antropologia.

Logo, o que fazemos é entender qual técnica faz mais sentido no contexto que estamos trabalhando, e em como podemos personalizar e misturar abordagens para chegar no objetivo determinado. Pensando nisso, é essencial que a pessoa que atua em Design de Produto entenda de pesquisa e tenha um olhar analítico.

Na SoftDesign, valorizamos muito o diálogo, por isso, nos propomos a entender quem são os usuários e os stakeholders. Para isso acontecer, realizamos entrevistas estruturadas ou bate-papos informais, que nos permitem analisar além da linguagem verbal. Sempre sugerimos conversas olho no olho, mesmo que sejam realizadas de forma remota. Além de pesquisas quantitativas, quando é necessário compreender números e porquês.

O ideal é fazer um match entre ferramentas e técnicas, visto que conversas podem replicar um viés. Afinal, tendemos a falar coisas que não necessariamente fazemos no dia a dia, por essas ações já serem automáticas para nós. É justamente nesse momento que percebemos vícios de uso, mas o usuário nem sempre percebe esse movimento, pois esse processo já foi naturalizado.

O Papel do Design no Desenvolvimento de Software

SD – Depois das etapas de Concepção e/ou Experimentação, o produto evolui para o Desenvolvimento de Software. Qual é o papel de pessoas Designers nessa etapa?

PR – O Design de Produto continua fazendo parte do desenvolvimento da solução digital. Ele não está inserido apenas na parte inicial de pesquisas e experimentações. Sendo assim, podemos dizer que pessoas Designers que atuam em times de desenvolvimento são responsáveis por dar voz aos usuários ao longo de toda jornada de criação.

Em um time ágil, por exemplo, em cada sprint e release continuamos aprimorando o entendimento sobre as personas, criando fluxos, testando e validando se o que está sendo desenvolvido está de acordo com as descobertas feitas no discovery – o que chamamos de User Experience Design (UX Design).

Por meio dele, garantimos que questões importantes para o usuário não sejam esquecidas. Nós trabalhamos com foco nos objetivos de negócio e validamos essas questões de forma contínua, principalmente durante o desenvolvimento de software, já que temos prazos e features que precisam ser construídas.

Além disso, Designers são responsáveis por materializar jornadas, entendimentos e interfaces – o que chamamos de User Interface (UI). Em um time de produto é também nosso papel criar style guides, protótipos e interações, visando a melhor usabilidade.

User Experience X User Interface

SD – As pesquisas também são importantes para aprimorar a User Experience (UX) e a User Interface (UI)? Qual a diferença entre elas e como impactam na criação de produtos?

PR – Sim! As pesquisas são essenciais para criarmos experiências fluídas e eficientes nos produtos que planejamos. UX é a Experiência do Usuário, e ela pode ser gerada por diversos fatores. Um deles é justamente o Design de Interface (UI). De uma forma simplificada, as pessoas que trabalham em User Experience focam em pesquisa, criação de jornadas, desenhos de fluxos, entendimento de uso e negócio.

Já a UI é focada na interface, isso significa que esse Designer é quem irá transformar os aprendizados das pesquisas e dados dos usuários em telas. Nessa etapa, entram outras práticas de arquitetura e hierarquia da informação, tipografia, acessibilidade, aplicação das leis de Gestalt, das Heurísticas de Nielsen, teoria das cores, entre outras coisas.

Enfim, existem uma série de conhecimentos essenciais para conseguir proporcionar uma boa experiência a partir da interface. Além do fluxo e da jornada de uso, a forma como o usuário está vendo e interagindo com o produto é muito importante. Portanto, mesmo que possuam focos diferentes, UX e UI são disciplinas complementares que devem andar juntas.

“Clique Aqui Para Avançar!”

SD – Na prática, é esse trabalho que define a localização de botões, além da forma como o usuário irá navegar em determinado aplicativo, por exemplo. Podemos dizer que é papel do UX/UI Designer reduzir problemas e deixar a jornada mais intuitiva?

PR – Sim! Essas questões são previstas por meio das Heurísticas de Nielsen, visando diminuir a carga cognitiva, ou seja, o esforço mental que o usuário precisa fazer para usar um sistema, plataforma ou aplicativo. Dúvidas como: devo incluir espaço entre os números? Preciso acrescentar hífen? São exemplos de pensamentos que representam um gasto de tempo e energia desnecessário para o usuário.

Isso acaba por se tornar um problema para a empresa, já que cada segundo desperdiçado pode impactar em milhares de conversões que não irão acontecer, como o exemplo clássico do botão de 300 milhões de dólares. Por esse motivo, cada detalhe importa e isso não é uma questão estética, já que o objetivo principal não é deixar ‘bonitinho’.

Até pouco tempo, o Design de Produto era visto como algo superficial. Entretanto, a sua principal função na tecnologia é alcançar uma boa usabilidade e conexão com os usuários, e isso não é conquistado por meio do gosto pessoal de Designers. Inclusive, existe uma ligação muito forte entre Design e Psicologia, visto que todas essas sensações e experiências, sejam boas ou ruins, são construídas com base em emoções e gatilhos.

Sendo assim, compreender o modelo mental e as necessidades das pessoas é crucial. Por exemplo, já nos acostumamos a clicar em um ícone de X para fechar algo, ou seja, esse é um modelo mental já estabelecido. Se na aplicação esse mesmo ícone tem um comportamento completamente diferente, o resultado negativo na experiência do usuário será muito grande.

A Influência da Cultura em Produtos Digitais

SD – UX/UI Designers também precisam estar atentos à comportamentos e culturas ao longo do desenvolvimento de produtos?

PR – É importante ressaltar que os Designers do time não são o usuário final. Temos o conhecimento do que são as melhores práticas, mas o contexto de uso é muito particular, logo não é possível simular. Só a pessoa que utiliza o produto é quem sabe se ele está bom ou não para suas necessidades. E, às vezes, ela pode até achar que está satisfeita, mas ainda assim precisamos compreender quanto tempo ela leva para efetuar uma ação, ou para encontrar determinada informação.

Como designers, precisamos sim considerar questões culturais. Lembre-se que o que é culturalmente entendido no universo das cores e da usabilidade no Brasil, pode ser completamente diferente em outra cultura/país. Exemplo disso é o site da Shein, e-commerce chinês, que aposta no uso excessivo de informação – realidade diferente de países europeus. Culturalmente é assim que o Design de Produto funciona para os usuários chineses. Outros exemplos do mesmo segmento são: Shopee e Ali Express.

As percepções e o idioma desses usuários são completamente diferentes do nosso, e isso impacta na criação de produtos e serviços. Por isso, é importante conhecer e se aprofundar no universo do consumidor para proporcionar experiências incríveis.

A Consultoria em Design

SD – O Design de Produto também está presente na Consultoria. Como esse serviço funciona? Que tipo de empresa e necessidade ele atende?

PR – Diferente da Concepção e da Experimentação, que aplicam o Design de Produto em fases iniciais de um negócio, a Consultoria é mais focada em empresas que já possuem sua solução digital disponível no mercado. Esses clientes já têm uma base significativa de usuários, mas por algum motivo não estão obtendo o retorno esperado.

Portanto, no serviço de Consultoria em Design analisamos o produto e sua usabilidade, e desenvolvemos pesquisas qualitativas e quantitativas por meio de diversas técnicas. Entre elas está o Shadowing, que nos permite observar a pessoa em seu contexto de uso ou interagindo com um produto, nos possibilitando entender onde está a origem do problema.

A partir desse estudo e de análises aprofundadas, conseguimos propor melhorias para resolver os problemas identificados. Seja de usabilidade, sugerindo novos fluxos e interfaces, ou no serviço como um todo. Afinal, não adianta analisar somente a interface de um determinado aplicativo sendo que, às vezes, o gap está em outra parte da operação que não está funcionando muito bem.

Acredito que nós seríamos irresponsáveis se entregássemos somente uma parte da análise do problema. A nossa investigação busca compreender o todo: onde estão os entraves e como nós – empresa de software e tecnologia – iremos propor medidas para resolvê-los.

“Não Esqueça de Avaliar o Atendimento!”

SD – Sem uma boa experiência, o usuário provavelmente irá desistir de usar um produto. Certo?

PR – Sim! É exatamente por isso que empresas que ainda não compreendem a importância do Design de Produto perdem clientes. Afinal, por meio de uma simples pesquisa no Google, rapidamente os usuários irão descobrir um concorrente que está mais preparado para atender às suas necessidades.  

SD – Isso comprova a importância do Design de Produto. Representar a voz do usuário é a chave para o sucesso?

PR – Quando citei a pesquisa da McKinsey, sobre o impacto do design nos negócios, e o quanto as empresas se beneficiam disso, ressaltei que esse benefício não vem à toa. As pessoas consumidoras precisam ser ouvidas, até porque existe muita concorrência e opções disponíveis no mercado.

Caso eu não goste de um produto, eu simplesmente irei usar outro. O meu dinheiro será destinado para uma solução que me atende melhor, e que realmente resolve o meu problema. Ou seja, empresas que acreditam que investir somente em código basta, ainda não enxergaram o poder do Design de Produto e, muito em breve, estarão paradas no tempo.

Lembre-se que ‘deixar bonitinho’ não traz resultados, não agrega valor ao negócio. Não é possível criar um produto desejado e de sucesso – que todos querem consumir – sem gerar valor às pessoas. O Design é muito mais que forma, ele também é contexto e função. Você pode desenvolver a ferramenta mais incrível do mundo, mas se o usuário não entender como usá-la e se não for estabelecida uma conexão emocional, seu produto não será adotado.

Em resumo, a pessoa que atua em Design de Produto é quem conecta todas essas pontas, junto com a tecnologia e o negócio. Somos um ecossistema que trabalha em prol de um produto digital.

Um Por Todos e Todos Por Um!

SD – É importante destacar que a pessoa Designer não trabalha sozinha. Como se dá essa interação com os demais profissionais de um time de produto, como Product Owners, Managers, QAs e Programadores?

PR – Os times de desenvolvimento são multidisciplinares. Sendo assim, existem diversos papéis. Para essa interação funcionar é preciso comunicação e diálogo. Além disso, cada especialista possui uma conexão e interação diferente com o Design de Produto.

Por exemplo, Product Owners, Managers e Designers trabalham muito próximos, pois enquanto um olha para o negócio, o outro olha para o usuário. Essas duas visões precisam estar conectadas para definirmos o que precisa ser priorizado, visando que as entregas gerem o maior valor possível dentro do período acordado.

Hoje, os testes são muito mais sobre qualidade do que apenas sobre funcionamento. Isso significa que esse trabalho está relacionado com a experiência do usuário e, por isso, Designers e QAs precisam olhar para o mesmo norte, questionando-se a todo instante: qual nível de qualidade queremos entregar?

A mesma pergunta é feita ao lado de Programadores. Logo, uma pessoa depende da outra para que determinado produto seja desenvolvido, e essa interação precisa ser muito eficiente para respeitar as negociações estabelecidas. Designers também precisam saber quais são as limitações da tecnologia escolhida: ela comporta animações interativas em sua interface, por exemplo?

Para isso, a cocriação é constante, assim como o refinamento – etapa muito importante do projeto, pois é o momento em que o time se reúne para analisar a solução proposta – identificando questões técnicas e de viabilidade. Somos especialistas, cada um com uma expertise diferente, buscando alcançar o mesmo resultado: produtos digitais incríveis.

Design de Produto na SoftDesign

SD – Qual o perfil das pessoas Designers na SoftDesign?

PR – Nossos Designers possuem um perfil mais generalista, visto que atuamos em todas as etapas: do discovery ao delivery. Por isso, realizamos desde pesquisas, análises e definições de jornadas, até a criação de interfaces e testes de usabilidade.

Além dessas hard skills, também valorizamos soft skills, pois entendemos que não basta ser bom tecnicamente, é preciso também ter curiosidade e autonomia. A pessoa especialista em Design de Produto precisa ser curiosa e ter voz ativa. Afinal, nós representamos os usuários ao longo do desenvolvimento e precisamos conseguir comunicar suas necessidades.

Foto do autor

Pâmela Seyffert

Content Marketing Analyst na SoftDesign. Jornalista (UCPEL) com MBA em Gestão Empresarial (UNISINOS) e mestrado em Comunicação Estratégica (Universidade Nova de Lisboa). Especialista em comunicação e criação de conteúdo.

Posts relacionados

11 de abril de 2024

Design System: o que é e como potencializa produtos digitais

    Design
Saber mais

20 de junho de 2023

UX e UI: transforme a experiência do usuário em vantagem competitiva

    Design
Saber mais

11 de outubro de 2022

Tipos de Design: Saiba Qual Deles Você Precisa

    Design
Saber mais

Quer saber mais sobre
Design, Estratégia e Tecnologia?