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Publicado dia 26 de junho de 2023

Inovação Incremental É Estratégia Competitiva

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Inovação Incremental É Estratégia Competitiva

Ela está em alta e parece que não vai nos abandonar tão cedo: a inovação faz parte do mundo dos negócios há muito tempo, mas ganhou novo sentido com o crescimento das startups na última década. Tais empresas, que buscam resolver dores e criar novas formas de consumo por meio de negócios disruptivos e de risco, são as atuais responsáveis pelo ressurgimento da palavra. Entretanto, isso não quer dizer que grandes empresas tenham se afastado desse universo. 

De acordo com o Prof. Dr. Paulo Zawislak, além do conceito associar-se ao que é novo, a inovação relaciona-se também com o desenvolvimento econômico. “É esse segundo nível da definição que, digamos assim, está em alta com o boom das startups, empresas de tecnologia e empresas ligadas a Transformação Digital. Novos produtos, processos, tecnologias, modelos de negócios, formas de atuar no mercado, enfim; todas essas coisas que uma empresa precisa levar em conta para entrar em um mercado, se estabelecer, se consolidar e sobreviver, são inovação”. 

Portanto, mesmo empresas já estabelecidas e consolidadas, independente das incertezas econômicas, precisam investir em inovação. Somente por meio dela é possível adaptar-se às mudanças do mercado e dos consumidores, reduzir custos e até criar novas fontes de receita. Nesse contexto, um tipo específico de inovação pode ser a melhor opção: a inovação incremental. 

Mas antes, Inovação Disruptiva

O que Netflix e Spotify têm em comum? Elas ocasionaram uma inovação disruptiva. Isso significa que revolucionaram o seu mercado e fizeram os modelos de negócios anteriores desaparecerem. Essas empresas propuseram uma solução inovadora superior, que resultou em uma mudança de comportamento do público em geral e no consequente abandono de determinados produtos e serviços. 

Antes da Netflix, por exemplo, muitos de nós frequentávamos videolocadoras para alugar fitas VHS e garantir os filmes do final de semana. Já antes do Spotify, dependíamos da compra de vinis ou CDs para ouvir nossas músicas preferidas.  

O Prof. Me. Yves Moyen salienta que a disrupção é uma interrupção da normalidade. “Significa interromper o curso normal das coisas, sejam elas do equilíbrio de organismos vivos, de processos, tecnologias ou modelos de negócios. Existe um entendimento mais popular de que a disrupção é algo súbito, profundo e que surpreende a todos. Mas, na verdade, disrupção é um fenômeno com ciclos de anos, séculos e milênios, que tem o seu ápice numa fatia do tempo. É justamente nesse momento que a disrupção surpreende a todos”. 

A inovação disruptiva de Netflix e Spotify relaciona-se a novos modelos de negócios, mas o avanço tecnológico foi essencial para o surgimento de tais empresas. Da mesma forma, a recente evolução da Inteligência Artificial Generativa parece conduzir a uma disrupção, com o surgimento de novos negócios como a OpenAI – criadora do ChatGPT. 

E a Inovação Radical?

Já Uber ou Airbnb não podem ser considerados exemplos de inovação disruptiva, mas sim de inovação radical. Isso porque ambas as empresas desestabilizaram seus mercados, mas não o suficiente para decretarem o desaparecimento de táxis ou hotéis, por exemplo. 

Na Inovação Radical, o comportamento do público muda e aparecem novas formas de consumo, mas elas coexistem com as antigas. Não há a criação de novos setores, mas sim de produtos ou serviços que impactam um mercado já existente. Por isso, a inovação radical é uma possibilidade para grandes empresas que investem em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e tem como objetivo criar novas fontes de receita. 

Esse é o caso da Nestlé, empresa que já era líder na venda de cafés solúveis com a Nescafé (desde 1938), e lançou as cápsulas Nespresso em 1986, provocando uma mudança no consumo da iguaria. Pedro Waengertner, uma das maiores referências brasileiras em Inovação Radical, cita no vídeo abaixo seis princípios que permitem às empresas atuais seguirem os passos da Nestlé.

A Inovação Incremental impulsiona a inovação

É perceptível, então, que tanto a Inovação Disruptiva quando a Inovação Radical exigem, na maioria das vezes, grandes investimentos: financeiros, de tempo e recursos humanos. Por isso, elas podem não ser uma realidade para todas as empresas, principalmente em períodos de crise econômica. Nesse sentido, a Inovação Incremental surge como uma possibilidade de sobrevivência e busca por vantagem competitiva. 

Afinal, a Inovação Incremental é toda a evolução feita em um produto, serviço ou processo já existente em uma empresa. Seu objetivo é aprimorar o que é especialidade da mesma, para conquistar novos clientes e reter os atuais – os quais desenvolvem novas necessidades e vontades constantemente. Esses incrementos são gradativos e, por isso, mais econômicos e fluídos. 

É importante diferenciar, nessa perspectiva, inovação de melhoria. Segundo a Prof. Dra. Cassiane Chais, se uma ação impulsiona uma transformação empresarial e traz retorno econômico, ela é inovação. “Quando implementamos algo que torna a empresa competitiva, mesmo que o seu concorrente direto já o faça, esse processo pode ser considerado inovador para a organização em questão, embora não seja inovador para o mercado. Eu recomendo que todos façam o exercício de olhar para a concorrência com foco em inovação, e não necessariamente para ‘reinventar a roda’. Dessa maneira, a empresa pode se posicionar no mercado de forma mais estratégica”.

A tecnologia no centro da Inovação Incremental

Em um mundo que se torna cada vez mais digital, aplicativos, sistemas e plataformas são importantes impulsionadores de inovações incrementais. Eles podem automatizar processos e aprimorar produtos ou serviços digitais. 

Na SoftDesign, somos especialistas na jornada de inovação digital, da ideia ao resultado. Isso significa que construímos soluções com foco em aumentar a vantagem competitiva de nossos parceiros e em fazê-los crescer.  

É o caso do Grupo MBM, seguradora para a qual desenvolvemos o Sistema de Gerenciamento de Processos Operacionais (SGPO), responsável por automatizar processos internos que antes eram executados manualmente, via e-mail e malotes físicos. Já para a Spring Point, empresa de tecnologia do setor eletromecânico, criamos o aplicativo QM Wizard App, versão mobile de um sistema web existente, inovação que proporcionou melhor usabilidade aos clientes e tornou possível a ampliação da atuação da empresa. 

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Nossos times ágeis são focados em entrega contínua e geração de valor. Trabalhamos de forma estratégica, orientados aos seus objetivos e métricas de negócio.

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Micaela L. Rossetti

Estrategista Digital, especialista em Marketing Digital e Branding. É graduada em Jornalismo (UCS), Mestre em Comunicação Social (PUCRS) e tem MBA em Gestão de Projetos (PUCRS). Especialista em Growth Marketing, Search Engine Marketing, Inbound Marketing e Content Marketing.

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