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Startups e o mercado: como conceber e desenvolver um produto digital?

Micaela L. Rossetti
por Micaela em 29/07/2019
8 minutos de leitura

A partir da próxima quarta-feira, dia 31 de julho, estaremos participando do maior evento de startups do Brasil, o Gramado Summit. Por isso, na semana passada, a equipe do Summit Hub esteve na nossa sede para conversar com nosso CEO, Osmar A. M. Pedrozo, sobre startups, mercado, concepção e desenvolvimento de produtos e serviços digitais.

Abaixo você confere na íntegra como foi esse bate-papo publicado originalmente no portal Start Zero. E, se você estiver pelo Gramado Summit, não deixe de visitar o nosso estande.

Como a SoftDesign atua junto a startups?

Nós somos um hub de conhecimento em tecnologia, até porque já temos 22 anos de experiência no mercado de desenvolvimento de software, tendo atendido diversos clientes e realizado centenas de projetos de aplicativos, plataformas e sistemas. Conhecemos muito sobre design e construção de produtos e serviços digitais e podemos apoiar novos negócios com a nossa experiência e expertise.

Quando uma startup vem até nós, primeiro buscamos identificar o estado atual desse novo negócio. Se ela está em um processo mais inicial, no qual existe uma ideia que precisa de refinamento e estruturação, podemos apoiar com o serviço de Concepção. Nele, por meio de abordagens como Design Thinking e Lean Startup, auxiliamos no processo de ideação, exploramos o problema que a solução quer resolver e criamos hipóteses. Realizamos pesquisas, benchmarking, mapeamos jornadas, identificamos personas e desenhamos protótipos a fim de validar a eficácia e o fit de mercado do produto ou serviço digital, apoiando assim a concretização do modelo de negócio.

Agora, se a startup já está mais desenvolvida, já tem o backlog do produto pronto ou até mesmo já possui um MVP (Mínimo Produto Viável) rodando, podemos auxiliar efetivamente com o Desenvolvimento do Software, sugerindo as tecnologias mais adequadas e implementando um método de desenvolvimento ágil no qual a startup ou scale-up trabalha diariamente conosco, em um verdadeiro processo de cocriação. Nesse sentido, ajudamos a minimizar riscos pois conhecemos muito sobre tecnologia e sobre o mercado.

Existe ainda uma terceira possibilidade que é a Consultoria em UX Design. Já tivemos algumas startups que tinham um bom produto no mercado e colheram feedbacks negativos que indicavam problemas de usabilidade. Ou seja, os usuários não estavam tendo uma boa experiência de uso com aquele produto digital. Nesses casos, a nossa equipe realiza uma análise heurística para identificar oportunidades de melhoria.

Qual a importância para uma startup de realizar uma Concepção antes de desenvolver o seu produto ou serviço digital?

A Concepção ajuda a minimizar problemas e gastos futuros, pois atribui foco ao trabalho e proporciona uma validação antes do produto ir ao mercado. Muitas vezes, as startups nos procuram com uma boa ideia, mas sem conhecimento sobre bases tecnológicas. Auxiliamos formatando o trabalho para que seja possível avaliar o grau de aceitação do mesmo. Veja bem, a Concepção minimiza problemas, mas não estou dizendo que é uma garantia de que o produto terá sucesso. O que estou dizendo é que a startup já tem uma série de variáveis para gerenciar e o que nós fazemos é apoiar no modo de fazer isso para que a energia seja gasta na validação do produto, e não na definição de tecnologia, modelo de negócio, etc. Com isso tudo bem organizado, também fica mais fácil de atrair investidores para o projeto.

E a SoftDesign atua de alguma forma nessa relação entre startup e investidor?

Essa estruturação da ideia, do pitch, acaba auxiliando na relação startup/investidor pois inspira confiança. Quando o investidor vê que a startup tem um parceiro de tecnologia com vasta experiência de mercado e anos de atuação em TI, fica mais seguro para investir e desenvolver. Já tivemos casos em que o investidor veio até a nossa sede e ajudamos as startups no processo de apresentação do produto, obtendo sucesso. Nós garantimos que a entrega acontecerá e que o produto digital será bom, terá as qualidades necessárias para cumprir seus objetivos, sejam eles de escalabilidade, eficiência, etc. Nós temos um alto grau de investimento em formação e treinamentos dentro da nossa empresa, e isso contribui para que nossas equipes estejam sempre se atualizando e aperfeiçoando, garantindo a construção de soluções qualificadas.

Você falou anteriormente que no Desenvolvimento de Software a startup trabalha diariamente com vocês. Como funciona esse processo exatamente?

Nós trabalhamos com o método ágil, que é um método mais adaptativo. Ele possibilita que, durante o desenvolvimento, sejam feitas adaptações, melhorias ou até mesmo mudanças de rumo no projeto, de acordo com o feedback que estaremos recebendo do usuário final desse software. Para que essas decisões sejam tomadas de forma rápida, é necessário o trabalho em conjunto entre a startup, ou empresa, e o time de desenvolvimento. Isso não quer dizer, necessariamente, que a equipe da startup tenha que estar na nossa sede fisicamente – apesar de contarmos com uma infraestrutura de salas de trabalho e reuniões que estão à disposição e termos sim donos de produto trabalhando conosco. O que acontece é que nós contamos com uma série de ferramentas, desde o design até o desenvolvimento, que promovem transparência e visibilidade em relação a todo o processo de trabalho, à evolução das sprints e das entregas. Assim, a startup sabe exatamente o que está sendo realizado, como está sendo realizado e pode participar das reuniões e acompanhar tudo em tempo real.

Existem diferenças entre trabalhar com startups e grandes empresas? Quais as vantagens que fazem a SoftDesign trabalhar com startups?

Nós entendemos que o nosso amplo conhecimento na área de tecnologia tem um valor enorme para as pequenas iniciativas. Não são muito diferentes as tecnologias que utilizamos com grandes clientes ou com startups. O que é diferente é a forma de trabalho, pois o startupeiro normalmente está muito envolvido com o produto, estabelecendo um processo de confiança mais rápido e conseguindo tomar decisões de forma mais desburocratizada. Isso nos dá uma sensação muito boa de entrega, de trabalho cumprido, que é diferente de projetos maiores de grandes empresas que podem levar muito mais tempo para serem efetivamente implementados. E o mais interessante é que é uma via de mão dupla: assim como levamos a nossa experiência com grandes empresas para as startups, aplicamos o nosso aprendizado e esse ar inovador resultante do trabalho com as startups nas grandes empresas que precisam se renovar, adaptar e transformar digitalmente. É muito gratificante promover esse tipo de troca e aprender muito durante este processo.