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SoftDrops sobre Indústria 4.0

Bruna Leite
por Bruna em 09/04/2019
4 minutos de leitura

No dia 27 de março, convidamos o Analista de Sistemas Henrique Zmuda para realizar um SoftDrops sobre Indústria 4.0. O especialista em Engenharia de Software apresentou aos nossos colaboradores o conceito do termo e explorou suas implicações no mercado global.

Olhar o passado e compreender o presente

Zmuda iniciou sua fala apoiando-se no contexto histórico. Ele explicou que antes da Indústria 4.0, três revoluções industriais ocorreram: a primeira, em 1712, proporcionou a mecanização por meio da utilização da máquina à vapor e transformou os teares manuais em mecânicos; a segunda, em 1913, deu-se com o desenvolvimento da produção em massa, marcada pela fábrica de automóveis de Henry Ford; e a terceira; de 1969, ocorreu por meio da automação e da introdução da robótica em substituição à ação do ser humano.

A quarta revolução industrial, chamada de Indústria 4.0, teve origem na Alemanha em 2010. No ano seguinte, o termo foi mencionado oficialmente num congresso no mesmo país. Em 2012, nos Estados Unidos, surgiu o conceito de Indústria da Internet,  para caracterizar o uso de sensores em máquinas – Internet das Coisas (IoT) – e logo essa definição foi incorporada à Indústria 4.0.

Por que estamos vivendo a quarta revolução industrial?

Segundo Zmuda, a Indústria 4.0 caracteriza-se pela interação entre o ambiente real e o digital, com a finalidade de alcançar melhores resultados operacionais. “Nela, podemos viver em uma realidade inteligente na qual o objetivo é gerar dados para que, em algum momento, eles sejam usados de forma estratégica”, esclareceu.

Alguns aspectos da nossa realidade foram os gatilhos para o surgimento da Indústria 4.0, como o mercado global conectado e o novo comportamento do consumidor. “Novas tecnologias como a internet possibilitaram a aproximação e a criação de novos negócios e fornecedores no mundo todo. Dessa forma, a concorrência ultrapassa os limites geográficos e deve ser considerada de forma global, e não somente local, o que gera a existência de múltiplos líderes no mercado. Somado a isso, o consumidor está mais exigente, crítico e busca por produtos personalizados e de alta qualidade”, comentou Zmuda.

Como a Indústria 4.0 pode revolucionar o mercado mundial

Zmuda explicou que as empresas que conseguirem superar esses desafios e se adaptarem às novas técnicas, metodologias e recursos disponíveis irão conseguir romper as fronteiras entre o meio biológico (pessoas), físico (vendas, financeiro, projeto, produção, suprimentos e expedição) e digital e, consequentemente, aumentarão sua capacidade competitiva em um cenário instável. Para atingir esse objetivo, algumas tecnologias da Indústria 4.0 podem ser utilizadas, tais como: robôs, Big Data, Realidade Aumentada, Impressão 3D, Computação em Nuvem, Cibersegurança, Internet das Coisas, Integração de Sistemas e Simulações.

Por fim, Zmuda apresentou dados de pesquisa realizada pela Deloitte Brasil em 2018, que demonstra que as organizações do País não incorporaram a Indústria 4.0 efetivamente. “Cerca de 73% das empresas se preocupam mais com operações e processos, ou seja, estão em busca de melhorias na linha da produção, mas não incorporam caminhos inteligentes para fazê-las.”

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