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SoftDrops sobre Comunicação Não-Violenta

Bruna Leite
por Bruna em 01/11/2019
5 minutos de leitura

O SoftDrops do dia 23 de outubro teve como destaque o tema Comunicação-Não Violenta (CNV). Ministrado por Emília Adachi, psicóloga e coordenadora de RCH da SoftDesign, o assunto direciona foco para um aspecto inerente à vida dos indivíduos: as relações humanas.

Emília iniciou sua fala enfatizando que a CNV está atrelada ao conceito de Inteligência Emocional. Segundo Daniel Goleman, criador desse conceito, “Inteligência Emocional é a capacidade de motivar a si mesmo, de perseverar no empenho apesar das frustrações, de controlar os impulsos, de adiar as gratificações, de regular os próprios estados de ânimo, de evitar a interferência de angústias nas faculdades racionais, de sentir empatia, confiar nos demais, etc.”

Entendendo as emoções e a importância da empatia

Para contextualizar as emoções, Emília apresentou aos colaboradores as cinco principais: medo, raiva, nojo, tristeza e alegria. “Elas existem para nos proteger e assumem um papel fundamental para o nosso instinto de sobrevivência”, comentou. Assim, somos capazes de identificá-las em nós mesmos e nos outros a partir de alguns sinais, que podem se manifestar no corpo por meio de sintomas fisiológicos (sudorese, desconforto abdominal, etc.) ou em sinais comportamentais (voz baixa, fala rápida, cabeça e ombros baixos, etc.).

Esses sinais são identificados pelo outro a partir da empatia, que é a capacidade de nos conectarmos com as pessoas à nossa volta, de nos colocarmos no lugar do outro e de sentir a partir da sua perspectiva. Ela nos ajuda a aumentar a tolerância em relação às pessoas e também a identificar as emoções alheias. Segundo Emília, a empatia pode ser aplicada no dia a dia de duas formas:

• Cultivar as habilidades sociais, que consistem em atitudes como: agradecer, compartilhar, saber dizer não, elogiar, iniciar uma conversa, oferecer ajuda, pedir desculpas, perguntar, etc.

• Aplicar a comunicação não-violenta nas relações sociais.

Conexões mais saudáveis a partir da comunicação não-violenta

A abordagem da comunicação não-violenta, criada pelo psicólogo Marshall Rosemberg, está baseada na capacidade do indivíduo de ser compassivo e explorar as habilidades de linguagem e comunicação mesmo em condições adversas. “Enfrentamos situações desafiadoras todos os dias e precisamos lidar com elas. Assim, a CNV existe para nos ensinar a percebê-las sob um novo prisma e comunicar o que estamos sentindo de forma respeitosa, atenciosa e empática, gerando um desejo de ambas as partes envolvidas em expressar compaixão”, explicou Emília.

A Comunicação não-violenta se constitui de quatro componentes. São eles: observação, sentimento, necessidade e pedido.

Observação: é o ato de observar sem avaliar, pois, quando a observação é carregada de um julgamento, o outro pode receber como crítica e resistir ao que está sendo dito;

Sentimento: desenvolver o vocabulário de sentimentos para nomear e identificar nossas emoções, expressando assim nossa vulnerabilidade e nos ajudando a resolver os conflitos;

Necessidade: reconhecer as necessidades e expressar a vontade que temos perante a uma determinada situação;

• Pedido: usar linguagem clara, positiva e de ações concretas quando for expressar um pedido.

No fim do SoftDrops, Emília ainda falou sobre a importância da CNV aplicada à rotina dos times ágeis, aliada ao “manifesto ágil” – uma declaração de valores e princípios essenciais para o desenvolvimento de software criado em 2001. A CNV atende a esse manifesto pois promove a interação dos indivíduos, a colaboração com o cliente e a resposta rápida às mudanças.

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