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SoftDrops sobre Blockchain

Um dos assuntos mais comentados e pesquisados da atualidade foi tema do nosso último SoftDrops, ministrado por Letícia Lisboa. A desenvolvedora explicou aos colegas sobre blockchain, seus conceitos e funcionalidades, com o intuito de esclarecer tal sistema sem, necessariamente, associá-lo às criptomoedas.

Sistema distribuído P2P

De acordo com Letícia, para compreender o blockchain é necessário entender, primeiramente, a diferença entre os sistemas centralizados e distribuídos. Os sistemas centralizados possuem uma rede central na qual todos os nós (computadores) se conectam para imputar e buscar dados.

“Já os sistemas distribuídos dispõem de diversos nós, interligados entre si, que dividem as cargas de processamento computacional e o espaço para armazenamento de dados. Entre eles encontra-se o peer-to-peer (P2P), sistema distribuído constituído de nós individuais que disponibilizam seus recursos computacionais a todos os membros da rede, sem possuir um ponto central de coordenação, no qual todos exercem o papel de cliente e servidor ao mesmo tempo”.

Potencial do blockchain

O blockchain é um desses sistemas distribuídos que utiliza uma rede P2P para compartilhar entre seus nós o chamado ledger, ou livro-razão. O livro-razão contém todas as transações que já foram executadas na rede – que não podem ser alteradas, somente consultadas – e está constantemente recebendo e concatenando novos dados em blocos.

Letícia explicou que a cada novo dado, o livro-razão é atualizado por meio de um algoritmo de consenso que negocia o conteúdo informativo e espalha a informação entre os blocos, que estão ordenados e conectados cronologicamente, juntamente a tecnologias de criptografia e de segurança – o que mantém a integridade desses dados. “Essa é maior vantagem do blockchain, pois ele confere validade ao sistema distribuído e proporciona confiabilidade em uma rede composta por um número desconhecido de participantes, com níveis de confiabilidade também desconhecidos”.

Além disso, devido ao algoritmo de consenso, o blockchain consegue solucionar o problema do gasto duplo, que é uma relevante violação da integridade de sistemas muito comum em redes compartilhadas. “Para exemplificar, pensemos em três nós de uma mesma rede: A, B e C. O A enviou um valor para B e em seguida, enviou o mesmo valor para C. O sistema não permite o envio de A para C, devido aos participantes da rede entrarem em um consenso sobre a ordem das transações, validando o envio de A para B, ou provando que A ainda tem valor para enviar a C” explicou a desenvolvedora.

Uso do blockchain

Por ser uma rede aberta, segura e ao acesso de todos, o blockchain tem chamado a atenção de governos e empresas. Por meio do sistema é possível, por exemplo, administrar documentos pessoais comprovando a identidade dos indivíduos, garantir direitos autorais, consultar registros médicos, gerenciar posses diversas (imóveis, carros, ações), entre outros, salientou Letícia. Não é a toa que a Comissão Europeia recentemente fundou a European Blockchain Partnership (EBP) com o objetivo de desenvolver uma infraestrutura confiável, segura e resiliente de Blockchain para a União Europeia – como já comentado aqui no blog.

Ficou curioso sobre o blockchain? Ao final do SoftDrops, Letícia indicou o livro Blockchain Básico, de Daniel Drescher, aos colegas que quisessem entender um pouco mais sobre essa tendência tecnológica.

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