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RS é destaque no ramo de startups

Bruna Leite
por Bruna em 10/05/2019
5 minutos de leitura

Desde 2015, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram o ranking no número de startups no Brasil. No entanto, neste ano, ocorreram mudanças nessa classificação. Dados divulgados pela StartupBase demonstram o crescimento na quantidade de startups no estado do Rio Grande do Sul – principalmente nos anos de 2017 e 2018, nos quais houve um crescimento de cerca de 200%. Isso coloca o Rio Grande do Sul na 2ª posição do ranking, com um total de 954 startups mapeadas. Esse número também eleva a classificação de Porto Alegre à 3ª posição no ranking de cidades.

Ecossistema integrado favorece startups

Informações da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) indicam que o aumento do número de startups no Estado foi impulsionado por iniciativas de diferentes frentes atuando em conjunto: empresas privadas, públicas, do terceiro setor, instituições de ensino e aceleradoras. Dentre esses agentes, é possível ressaltar a participação dos polos tecnológicos – que ao total são 13 no estado – com destaque para o Tecnopuc e Tecnosinos, que tiveram importância significativa para esse crescimento. Hoje, essas duas instituições contam com 200 empresas de tecnologia e são responsáveis por gerar mais de 10 mil empregos.

Com uma expansão significativa como essa, é possível constatar que o setor de TI se encontra em um cenário promissor no estado e no Brasil, impulsionado pelo apoio e incentivo financeiro e técnico desses diferentes agentes. Além disso, é válido salientar que esse crescimento também ocorreu devido às estratégias de mercado adotadas pelas startups gaúchas, pois essas atuam de forma equilibrada em diferentes segmentos, como: 5,8% no varejo/atacado; 5% em educação; 4,7% em saúde e bem-estar; 3,9% em finanças; 3,3% em desenvolvimento de softwares; 3,4% em serviços profissionais; 3% em gestão; 3% em mobilidade urbana; 3% em agronegócio; 2,6% em comunicação; 2,6% em eventos e turismo e 2,6% em marketing.

Estratégias de mercado

Assim como a segmentação de mercado, a oferta de serviços a partir de uma localização específica também é uma estratégia adotada por algumas startups ao redor do mundo e promete ser uma tendência nos próximos anos. Esse fato pode ser observado a partir de cases como da Uber e da Amazon. As duas empresas, criadas na Califórnia (EUA), não obtiveram sucesso ao implementar seus serviços em algumas regiões asiáticas. Isso abriu espaço para que startups locais pudessem atuar regionalmente de forma efetiva, considerando as particularidades e necessidades específicas da cultura local.

No Sudoeste da Ásia, os cidadãos utilizam motocicletas e tuk-tuks como meio de locomoção e, a Uber não oferece esse serviço. Tal lacuna foi preenchida pela empresa Grab, que começou a atuar oferecendo um serviço similar ao Uber, porém considerando as necessidades locais do mercado. Já no caso da Amazon, sua atuação na Coréia necessitava de adaptações nas operações da empresa, a fim de atender pedidos realizados após às 22h com entrega prevista para a manhã seguinte (serviço não ofertado). Assim, a empresa Coupang – que possui e-commerce similar ao da Amazon – conquistou espaço no país ao atender essa demanda de forma efetiva.

O momento é oportuno

Seja com atuação local ou global, o mercado é favorável para o desenvolvimento de startups. Se você pensa em criar uma startup de base tecnológica e deseja lançar seu projeto no mercado, nós oferecemos o serviço de Concepção, que tem como objetivo desenvolver a ideia do seu produto, usando abordagens como design thinking e lean startup.

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Fontes: StartupBase, ABStartups, IPNews, Estadão, Caroline Fairchild via Pulse.