O que aprendemos com as entrevistas de 2020

Tempo de leitura: 7 minutos
EntrevistasInovação
por em 10 de dezembro de 2020

Adquirir e compartilhar conhecimento são alguns dos maiores valores da SoftDesign. É a partir dessa troca constante sobre os mais diversos temas que nos tornamos capazes de compreender as dores dos nossos clientes e de pensar em soluções customizadas. .

Uma de nossas fontes de aprendizagem neste ano foram as entrevistas que realizamos com professores e referências de ensino e negócios de Porto Alegre. Fazendo a leitura de um cenário incerto – como o que vivemos em 2020 – nossos convidados falaram sobre tecnologia e inovação, além de estimular a reflexão sobre como as pessoas podem atuar diante desse contexto.

Tais assuntos renderam tanto que resolvemos fazer um compilado dos tópicos mais interessantes que apareceram durante essas conversas. Assim, você pode se atualizar e refletir sobre o impacto do último ano no seu negócio, ou na empresa em que atua – e planejar estrategicamente 2021.

Crise: há oportunidade na tragédia

O professor Dr. Paulo Zawislak entende a inovação como uma “novidade que gera valor para a empresa e, portanto, para a sociedade”. Relacionando com a pandemia de coronavírus, ele notou que as empresas que possuem o DNA inovador podem enxergar o momento como uma oportunidade de se reinventar e criar novidades.

O contexto atual é trágico, porém em termos empresariais é sim uma oportunidade – infelizmente, não necessariamente para todos. Por exemplo: em um extremo, temos o mercado de turismo, ou de entretenimento, que efetivamente não tem o que fazer agora – as empresas dessas áreas podem até tentar, mas a presença física é fundamental nesses negócios. No outro extremo, temos atividades que vão continuar e que nesse momento estão sendo postas à prova, como a área da saúde – quem tem a capacidade de desenvolver uma máscara nova, um respirador barato, etc. No meio, temos um miolo da economia que pode aproveitar o momento, como o mercado de tecnologia, com as ferramentas de vídeo-chamadas, o ramo alimentício, no qual os restaurantes podem desenvolver novas formas de levar a comida e a experiência de consumo até seu público, entre muitos outros.

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O empreendedorismo como ferramenta de mudança

Se o momento é de pensar em oportunidades neste cenário peculiar, podemos resgatar o conceito de empreendedorismo com a Prof. Me. Flávia Fiorin. Ela cita que empreender está ligado a uma atitude  que os brasileiros podem desenvolver nesse contexto – similar ao DNA da inovação, que citamos anteriormente. Portanto, ele funciona como catalisador da mudança, tanto dentro de uma empresa já existente, quanto na criação de um novo negócio.

Está claro que crises como a que estamos vivendo não se resolvem linearmente. Desafios complexos demandam uma combinação de pensamento criativo, audácia, determinação e ação coordenada, característicos do empreendedorismo. Hoje, a atitude empreendedora associada a um contexto de diversidade (de pensamento, de repertório, de conhecimento, etc.) caracterizam a riqueza de um ecossistema empreendedor.

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A criatividade pode ser uma chave para a transformação

Se empreender exige criatividade, é necessário compreender o que significa ser criativo em situações difíceis. O professor Dr. Luís Humberto Villwock, comentou que, diante da complexidade do que vivemos, ser criativo é uma necessidade. E justamente pelo alto grau de demanda criativa, precisamos nos tornar colaborativos, atuando de forma coletiva e descontruindo o que já conhecemos.

A partir deste momento que estamos vivendo acontecerão desconstruções institucionais. Muitas empresas irão deixar de existir e irão se reconectar com outras. Teremos diversas fusões, variadas aquisições e fragmentações. Organizações que eram sólidas irão ruir e criar spin-offs que, futuramente, podem crescer e se tornar sólidas novamente. Todos os negócios irão sofrer esse impacto, alguns mais, outros menos – e eles irão precisar deste manancial de experiências individuais para remodelar suas tomadas de decisão a partir daquilo que é essencial, que não é superficial.

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Desconstruir para realizar novas formas de organização

Com a desconstrução dos formatos tradicionais das empresas que necessitam se reinventar, podem surgir novas formas de organização, visando um ambiente colaborativo, democrático e horizontal. Nesse sentido, a Holacracia – citada pelo professor Me. Maurício Sálvia – aparece como uma alternativa ao o que conhecemos como a pirâmide organizacional, na qual o topo é o nível estratégico e a base é operacional. Esse modelo trabalha a partir da autogestão, dentro de um macro círculo (a empresa). Nesse, existem pequenos círculos que seriam os projetos. Dessa forma, os espaços criados nesse contexto incentivam o desenvolvimento de tecnologia, a inovação e a disrupção dos negócios.

As coisas estão mudando muito rápido. Existem produtos e serviços que já não fazem mais sentido, e as empresas seguem oferecendo. Por outro lado, soluções para as ansiedades dos indivíduos, para os novos problemas, poucos ofertam. Precisamos nos preocupar menos com vendas e mais em acabar com a dor das pessoas. Então, acredito que as empresas que querem continuar usando um modelo ultrapassado, são como mapas antigos para um destino que não existe mais. É necessário reformular esse modelo e é nesse ponto que a Holacracia entra como uma boa opção.

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Ecossistemas inovadores: o encontro de diferentes esferas

Nesse compilado, podemos perceber que – ainda que os assuntos sejam distintos – eles se complementam no que diz respeito a transformação digital, tecnologia e inovação. Isso acontece pois dificilmente um negócio irá se desenvolver ou se consolidar sozinho. É preciso levar considerar o meio em que estamos inseridos e as diferentes formas de pensamento para que todos possam crescer juntos e evoluir em sociedade.

Nesse contexto de conexão, cabe o assunto que é a especialidade da professora Dra. Aurora Carneiro Zen. Um ecossistema de inovação trabalha com diferentes atores, de forma coletiva, para desenvolver, gerar mais valor e inovar.

O ecossistema de inovação envolve uma rede de organizações interconectadas que coevoluem, que se desenvolvem juntas. Mas aí, de um lado temos essa visão de plataforma, onde existe uma empresa hub que coordena os processos de criação de valor, com ganhos compartilhados na rede; e do outro, essa visão com delimitação geográfica, onde existem mecanismos de coordenação e recursos relacionais, que geram ganhos compartilhados na localidade.

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