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Impressão 3D no SoftDrops

Micaela L. Rossetti
por Micaela em 14/01/2019

No primeiro SoftDrops de 2019, Giovanni Comunello falou aos colegas sobre Impressão 3D. O processo, que permite a construção de variados objetos, se apresenta como uma solução diferenciada das demais já existentes no mercado, visto que permite a criação de superfícies mais orgânicas e complexas; e é também menos custosa.

“Atualmente, as peças plásticas, por exemplo, são construídas a partir de moldes, por meio de um processo de injeção. O problema é que tais moldes podem ser muito caros, como o de um mouse, que pode chegar ao custo de R$50.000. Para justificar esse investimento, só são desenvolvidos itens que serão produzidos em massa, e a Impressão 3D surge justamente como uma possível alternativa”, comentou o desenvolvedor.

Processos de Impressão 3D

Giovanni explicou que o processo mais comum para construção de peças via Impressão 3D é o FDM – Fusion Deposition Modeling. Nele, o bico extrusor da impressora aquece um filamento que é depositado em uma base. “Na medida que a base desce, a impressora vai construindo as partes de cima do objeto, de acordo com um modelo. Se há necessidade de algum tipo de sustentação, a impressora constrói também pilares de suporte que são removidos após a finalização da peça”, destacou.

Outro processo existente é o SLA – Estereolitografia, no qual, ao invés da base descer, a parte elevada sobe. Nesse caso, de acordo com o desenvolvedor, a base é resinada e contém um laser que, espelhado na parte superior da impressora, constrói as camadas da imagem de acordo com o modelo. “O laser solidifica a resina e vai dando forma ao objeto e, devido a sua precisão, esse é um processo que atribui maior detalhamento à peça”, lembrou Giovanni.

Por fim, o SLS – Sinterização Seletiva a Laser, é parecido com o SLA, só que não tem como matéria-prima a resina, mas sim diversos materiais em pó. Ou seja, nesse processo, os objetos podem ser construídos com materiais diversos, de características específicas. “Em todos os casos, o pó fica alocado em um reservatório e é solidificado pelo laser, conforme vai sendo depositado na mesa da impressora, que se desloca para baixo. Esse é o método mais caro”, esclareceu Giovanni.

Softwares e exemplos

Segundo o desenvolvedor, em todos os processos, é necessário trabalhar em um software CAD na construção de um objeto tridimensional, que depois deve ser exportado em formato STL. Em seguida, um software de fatiamento executa a separação da peça para identificar cada camada da mesma; e, após, um software gráfico reconhece as partes do objeto que precisam de suporte. Esse último é o responsável por enviar o trabalho à impressora, já com o mapeamento dos movimentos necessários, temperaturas adequadas, etc.

“Desta forma, o software garante que não existam erros e defeitos no momento da impressão: que partes mais finas sejam feitas com uma temperatura inferior para não quebrar, por exemplo, e que partes mais detalhadas sejam impressas mais lentamente”, comentou Giovanni.

Ao final do SoftDrops, o desenvolvedor mostrou aos colegas o funcionamento de tais softwares e alguns objetos construídos por ele, como um pássaro, peças de máquinas e até mesmo um braço que, conectado a computadores, executa diversos movimentos. Giovanni ainda indicou o documentário Print The Legend, que narra a história da Impressão 3D.

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