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Desvendando o Low-Code Development

Tempo de leitura: 6 minutos

Em um mercado cada vez mais digital, é comum encontrarmos clientes com ótimas ideias para produtos digitais, mas sem a disponibilidade financeira necessária para colocá-las em prática. Nesses casos, o Low-Code Development apresenta-se como uma alternativa pois pode reduzir custos de desenvolvimento em configuração, implantação e manutenção.

Você pode estar se perguntando: mas se é mais barato, porque todos os produtos digitais não são desenvolvidos dessa forma? A lógica funciona como no mercado automobilístico, por exemplo: você pode comprar um carro 1.0, com câmbio manual e sem ar-condicionado, e ainda assim ele lhe levará do ponto A ao ponto B. Agora, com um carro 2.0, com câmbio automático, bancos de couro e airbag, a experiência de ir do ponto A ao ponto B é outra, certo?

Tudo depende do objetivo do seu negócio e do produto digital. O Low-Code Development é indicado para a rápida validação de produtos inovadores (Lean Startup) – que posteriormente serão evoluídos ou recriados – e para atender a necessidades específicas de dados e processos em empresas consolidadas.

O que é Low-Code?

Uma forma de criação de software que utiliza interfaces gráficas no lugar de códigos. Ou seja, é como se ao invés de programar uma solução, você apenas a ‘configurasse’ a partir de uma série de opções pré-programadas por alguém.

O termo foi usado pela primeira vez em 2014, na Forrester Research – empresa norte-americana de consultoria. Ele denotava plataformas com interfaces de desenvolvimento baseadas em Graphical User Interface (GUI). De lá para cá, o modelo foi aperfeiçoado e hoje é a base para muitas soluções de marketing, presença digital e até para alguns tipos de aplicativos simples.

Por exigir pouca ou nenhuma codificação, o Low-Code permite que desenvolvedores com variados níveis de experiência construam sites e pequenos sistemas ou apps, baseando-se no design orientado por modelos, geração automática de códigos e programação visual. Inclusive, algumas plataformas criadas dessa forma se tornaram tão famosas que existem hoje profissionais especializados no seu uso. Esses, apesar de não saberem programar, aperfeiçoaram-se em configurar tais ferramentas e assim disponibilizar soluções digitais mais simples.

Quão low é essa solução?

A verdade é que quando falamos de soluções Low-Code, existem diferentes níveis, ou seja, variadas exigências de capacidade para escrever código.

Por exemplo, se você quiser fazer um site simples, pode utilizar uma ferramenta como o Wix, WordPress ou Gator. Você entra no site, preenche algumas informações, escolhe um modelo pronto e altera apenas as informações necessárias, de maneira visual. Até aqui, nenhum código foi usado.

Mas talvez você queira fazer algo um pouco mais personalizado, como estilizar o modelo visual escolhido, ou criar alguma integração. Neste caso, você precisa de conhecimento de código para ir além das opções dadas pela ferramenta.

Vantagens do Low-Code

Como falamos anteriormente, uma das principais vantagens do Low-Code Development é a redução de custo do desenvolvimento. Mas podemos citar ainda outros benefícios, como:

  • Rápida curva de aprendizado: o modelo exige menos conhecimento de codificação e é considerado mais simples do que as linguagens de programação tradicionais;
  • Rapidez: o tempo de desenvolvimento pode ser reduzido devido a dispensabilidade de criação de códigos manuais;
  • Adição de código personalizado: se necessário, é possível incluir features extras para atender a necessidades específicas;
  • Acessibilidade mobile: o modelo possui um padrão de recurso que funciona para variados dispositivos, tornando desnecessária a programação de softwares distintos.

Desvantagens do Low-Code

Como qualquer outro modelo de desenvolvimento, o Low-Code possui pontos que merecem atenção e devem ser considerados caso a caso, como:

  • Segurança e conformidade: soluções Low-Code não têm como preocupação a segurança, e podem conter vulnerabilidades graves para ataques. Nunca use uma solução desse tipo para tratar dados sensíveis de usuários!
  • Escalabilidade:  esse tipo de plataforma não é apropriada para alta escala, ou seja, se o número de usuários aumentar, por exemplo, pode ser necessário reconstruir o produto em uma tecnologia mais robusta;
  • Capacidade de personalização: para que sejam fáceis de usar, essas plataformas geralmente são bem limitadas; apresentam um conjunto específico de opções pré-programadas dentro das quais você escolhe qual usar. Em algumas plataformas não há a possibilidade de customização, o que torna impossível a evolução do produto ou a criação de uma experiência de uso diferenciada. Outras ferramentas permitem a customização, mas exigem tanta codificação quanto na escrita de um software personalizado.
  • Variedade de produtos digitais: questiona-se o uso do modelo para o desenvolvimento de plataformas de uso corporativo, pois pode tornar necessário uma maior quantidade de produtos digitais na mesma empresa, visto que cada um atenderia a um objetivo específico.

O Low-Code serve para o meu negócio?

Para responder a essa pergunta, primeiro é preciso estruturar o produto digital. Tanto um novo aplicativo ou sistema, quanto a evolução de uma plataforma, precisam ser bem pensados e planejados antes da escolha da melhor forma de desenvolvimento. É bem provável que o Low-Code represente parte de uma estratégia maior, durante o roadmap do seu produto ou negócio digital.

Para auxiliar nesse processo, oferecemos a Concepção, serviço que tem por objetivo elaborar a ideia do produto digital, entendendo qual problema ele resolve, quem são seus usuários e qual a tecnologia adequada para o mesmo. Quer saber mais?

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Micaela L. Rossetti

Head de Marketing da SoftDesign, é formada em Jornalismo (UCS), mestre em Comunicação Social (PUCRS), e tem MBA em Gestão de Projetos (PUCRS). Especialista em Inbound Marketing e Content Marketing, também atua com Marketing Estratégico e Growth Marketing.

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