5G: a próxima geração está chegando

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Inovação
por em 14 de julho de 2020

Se você completa 30 anos neste ano, saiba que você nasceu no mesmo ano em que os celulares chegaram ao Brasil. É verdade! Em dezembro de 1990, os primeiros aparelhos começaram a funcionar no Rio de Janeiro (RJ) e a história das tecnologias 1G, 2G, 3G e 4G começou a ser escrita.

Recentemente, alguns países passaram a utilizar o 5G, a geração que promete avanços em velocidade e qualidade de conexão. Mas quais são, na prática, os benefícios do 5G? E quando ele deve chegar ao Brasil? Antes de responder a essas perguntas, é preciso entender a evolução das redes móveis.

Das ligações às mensagens de texto

Em 1990, a tecnologia 1G foi a responsável pelo sinal de telefonia analógico, que permitia o funcionamento de telefones celulares como o Motorola PT-550 (1), primeiro do Brasil e famoso ‘tijolão’ – ele pesava 348 gramas e tinha 22 cm de comprimento. Por meio da 1G era possível realizar a transferência apenas de dados de voz, com baixa qualidade; ou seja, os telefones serviam exclusivamente para ligações.

Dois anos depois, em 1992, a chegada da tecnologia 2G impulsionou a transição do sinal analógico para o digital, o que melhorou a qualidade das chamadas e ampliou a transferência de dados – em breve, mensagens escritas passariam a fazer parte da vida dos brasileiros. O Motorola StartTAC (2) foi o primeiro celular de flip e o modelo Nokia 6160 (3) foi o mais vendido da década, pois era de fácil manuseio e baixo custo. Ah, e o Nokia 3310 (4) ficou famoso no mundo inteiro devido ao jogo Snake.

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A internet móvel torna-se realidade

O 3G surgiu somente em 2002 no Brasil, possibilitando pela primeira vez um qualificado acesso à internet por meio de telefones celulares – através da rede GSM. É claro que ainda não era possível assistir a vídeos do YouTube, por exemplo, mas navegar em sites era viável graças à velocidade média de 7,2 megabits por segundo. Nesse ano, o Blackberry 5810 (5) foi um sucesso, pois permitia o envio de e-mails.

Ao longo dos anos 2000, o 3G evoluiu, sendo até hoje a rede de maior abrangência no Brasil. Em 2007 a Apple lançou seu primeiro iPhone (6) e em 2009 o WhatsApp surgiu, em uma década que consagrou os smatphones e a importância e presença dos aparelhos celulares na vida dos brasileiros.

Somente em 2013 o 4G chegou ao Brasil, principalmente por investida governamental – visto que o país sediaria a Copa do Mundo FIFA no ano seguinte. A rede, que está em 75% do território brasileiro, tem velocidade média de 20 megabits por segundo e funciona pelo padrão de comunicação LTE – o 4G prioriza o tráfego de dados de áudio, texto, vídeo e foto.

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A geração que irá mudar nossas vidas

A 5G ainda não é realidade no Brasil, mas sua chegada está prevista para 2021. Atualmente, há uma tecnologia de transição disponível no país conhecida como 5G DSS, fruto de uma parceria entre as empresas Claro e Ericsson. Apesar de ser o primeiro passo da geração, essa é compatível somente com um modelo de celular da primeira operadora e não possui todos os benefícios da futura 5G.

A quinta geração da tecnologia de redes móveis promete uma cobertura mais ampla e eficiente, maiores transferências de dados e conexões simultâneas. Estima-se que o 5G poderá entregar velocidades até 20 vezes maiores do que a 4G, chegando a uma média de 1,8 gigabits por segundo. Isso significa que o download de um filme de duas horas, por exemplo, será efetuado em menos de 10 segundos.

Porém, não é a rapidez com que baixaremos jogos e programas em nossos celulares que faz da 5G tão disruptiva. A questão é que tal velocidade e baixa latência permitirá a criação de novos modelos de negócios e o surgimento de uma nova vida em sociedade.

Conexão entre tudo e todos

Com a 5G, o tempo de conexão entre aparelhos cai de 30 milisegundos (4G) para 5 milisegundos. Isso possibilitará a existência e segurança de veículos autônomos e até mesmo a comunicação desses com smartwatches de pedestres – para evitar possíveis acidentes. Além disso, cirurgias poderão ser executadas por robôs comandados de forma remota. Imagine você em São Paulo, sendo operado por um médico que está fisicamente em Nova York? Pois é.

A 5G também viabilizará o crescimento do número de aparelhos conectados por área: será de 50 a 100 vezes maior do que atualmente. A Internet das Coisas (IoT) alcançará proporções inimagináveis pois absolutamente tudo poderá estar ligado em rede por meio de sensores e outros dispositivos, como: sistemas de iluminação pública e residencial, eletrodomésticos, dispositivos de monitoramento, sensores de presença, guichês de supermercados ou estacionamento, etc. Estima-se que até 2025, o número de dispositivos de IoT no mundo cresça 145% – chegando a 75 bilhões.

Esse é o só começo

As transformações citadas acima são somente algumas das que veremos nos próximos anos, no Brasil e no mundo. Obviamente, assim como nas outras gerações de telefonia móvel, inicialmente os aparelhos que poderão se conectar a 5G terão altos valores de mercado; mas com o passar dos anos a tecnologia estará ao acesso da maioria da população – hoje, somente cinco empresas comercializam o 5G para operadoras: Huawei, ZTE, Nokia, Samsung e Ericsson.

Por fim, vale salientar que nem tudo são flores: um grupo composto por cientistas de todo o mundo tem mostrado grande preocupação com a 5G, visto que a mesma pode causar diversos danos à saúde, pois irá expor as pessoas a campos de radiofrequência eletromagnética. Por essa razão, a tecnologia ainda não foi efetivada em países europeus. Mas esse é um assunto para o próximo texto!

Fontes: Maxieduca, Melhor Plano, Tecnoblog, Olhar Digital

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