Loading Softdesign

5 in 5: tendências para um futuro próximo

Micaela L. Rossetti
por Micaela em 11/03/2019

Todos os anos, a IBM realiza uma conferência global que reúne profissionais de tecnologia e negócios de todo o mundo. O Think 2019 aconteceu de 12 a 15 de fevereiro, em São Francisco (CA/EUA), e foi local de lançamento do 5 in 5, relatório fruto das análises de dados globais da IBM Research.

O 5 in 5 apresenta cinco tendências que possivelmente mudarão nossas vidas nos próximos cinco anos. O foco da pesquisa deste ano está no fato de que, até 2024, a população da Terra ultrapassará a marca dos oito bilhões e a nossa complexa cadeia de fornecimento de alimentos poderá não ser suficiente. Por isso, os pesquisadores da IBM estão estudando e prevendo o uso de novas tecnologias e dispositivos que favoreçam a produção e a segurança alimentares.

1. Digital Twins: menos recursos e mais alimentos

Eles já apareceram entre as dez tendências da Gartner para 2019, e a IBM confirma que os Gêmeos Digitais poderão ajudar a agricultura nos próximos anos. Criar um ‘modelo virtual’ das fazendas do mundo permitiria a democratização de dados e a troca de insights entre agricultores sobre pesquisas, materiais, terras cultiváveis e crescimento de plantações. Os participantes de todos os níveis da cadeia alimentar teriam acesso a essas informações e recursos, o que tornaria a economia agrícola mais equitativa, com menor custo e maior produção.

2. Blockchain: menor desperdício de comida

A ideia parece simples: uma cadeia de fornecimento de alimentos habilitada para blockchain e aprimorada por dispositivos de IoT e por computação artificial. Isso poderia fornecer informações para produtores sobre a jornada do alimento do campo até o mercado ou estabelecimento alimentício; e para varejistas sobre os padrões alimentares dos consumidores, como, por exemplo, compreender em que momento uma caixa de morangos perde seu apelo na prateleira do mercado. A produção e a compra de alimentos na quantidade exata e no momento certo evitaria o desperdício de frutas e verduras – atualmente, 45% delas acabam no lixo.

3. Mapeamento do microbioma: prevenção às más bactérias

Entender como milhões de micróbios coexistem na cadeia de fornecimento de alimentos é um importante passo para o desenvolvimento da segurança alimentar. Hoje, US$ 9 bilhões em custos médicos são originados por doenças alimentares todos os anos. Ao desenvolver um banco de dados de microrganismos de classe mundial, aliando-o à análise da constituição genética dos micróbios, seria possível realizar pesquisas avançadas em alimentos em pouco tempo, revelando todos os micróbios presentes.

4. Smarthphones com sensores de AI: menos patógenos nos alimentos

Segundo a IBM, em cinco anos, todos poderemos detectar a contaminação de alimentos por meio de um celular com sensores de Inteligência Artificial. Eles seriam capazes de aumentar a velocidade de testes de patógenos de dias para segundos, permitindo a rápida detecção de E. coli ou Salmonella, por exemplo. Os dispositivos ópticos poderiam ser acessados via aplicativo que utilizaria o processador do telefone para enxergar bactérias tão pequenas quanto um mícron. No nível industrial, os sensores poderiam ser fixados para analisar campos agrícolas inteiros.

5. Nova reciclagem: plásticos usados ganham vida

Desde o início da história da humanidade, já foram produzidos mais de oito bilhões de toneladas de plástico no mundo. Os avanços referentes a sua reciclagem, como o VolCat, poderiam ser adotados em todos os países tornando o processo mais eficiente e versátil no tratamento de mais tipos de polímeros. Ao contrário da reciclagem tradicional, a futura reciclagem quebrará os plásticos coloridos em transparentes, bem como tornará os recipientes sujos em limpos, produzindo produtos de alta qualidade e 100% recicláveis.

Algumas das previsões anteriores da IBM realmente se concretizaram, então, agora só nos resta ficar de olhos nos próximos cinco anos.

Fontes: Think 2019; Research IBM.