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Summit Talks: a inovação em empresas não-digitais

Micaela L. Rossetti
por Micaela em 22/11/2019
6 minutos de leitura

No dia 6 de novembro, nosso CEO Osmar A. M. Pedrozo participou do Summit Talks, evento promovido pela Summit Hub que tem como objetivo transformar problemas de mercado e boas ideias em objetos de discussão. Junto com ele estavam Daniel Wildt, CTO da Zenvia, e Francielly Feijó, Gerente de Relacionamento e Contas da Eventbride.

Nesta edição do evento, o debate foi em torno do tema “O impacto da inovação em empresas não-digitais”. O objetivo foi de auxiliar organizações de diversos segmentos e mercados na utilização da tecnologia como pilar de desenvolvimento para seus negócios, tanto no modelo interno de trabalho, como no contato com o público consumidor.

A importância da transformação digital

Martina Belotto, assessora de imprensa da Summit Hub e mediadora do Summit Talks, abriu o debate questionando os participantes da mesa sobre o conceito de Transformação Digital. Ela salientou que existem alguns mitos sobre o tema, fruto – muitas vezes – do medo de mudanças e de desconhecimento.

Francielly comentou que, em algumas empresas com as quais trabalhou, um grande receio era que a transformação digital substituísse as pessoas. Essa ideia se sustenta em um problema de concepção, visto que transformação digital não significa necessariamente a automatização de processos, mas sim que os colaboradores adquiram a capacidade para utilizar continuamente as novas tecnologias em benefício do negócio. “A transformação digital vem para complementar o trabalho humano”, completou.

Osmar salientou que falar de transformação digital é falar de aprender sobre tecnologia. Ele citou a capacidade absortiva das empresas que envolve o lidar com diversas tecnologias e evoluir com elas. “Isso é um grande desafio para as organizações pois é preciso compreender que, como é o caso da Zenvia: ontem era SMS, hoje é chatbot e amanhã será assistente de voz. Todos são serviços da Zenvia em diferentes tecnologias e se a empresa não tiver a capacidade de aprender a próxima tecnologia, ela irá desaparecer. Ou seja, é preciso ter em mente que tecnologias nascem e morrem e que a grande questão é se a sua empresa está preparada para utilizar tecnologias, sejam elas quais forem”.

Summit Talks, Summit Hub, Gramado Summit

Como começar uma transformação digital

Para dar continuidade à discussão, Martina perguntou aos componentes da mesa como as empresas ali presentes auxiliavam parceiros no processo de transformação digital. Afinal, organizações não-digitais podem ter dificuldade em iniciar uma transformação, até mesmo porque é complexo identificar qual o melhor ponto de partida.

Daniel contou que a Zenvia recebe diversos clientes que, buscando inovação, querem abandonar alguma tecnologia antiga em detrimento de outra contemporânea. Porém, muitas vezes o resultado que esse cliente possui é muito bom e, no seu mercado, não seria ainda o momento de mudar. “Então, às vezes por modismo, há uma ideia de que é preciso se transformar imediatamente. Mas a verdade é que, se depois de testar outros meios, a ferramenta que mais lhe atende continua sendo o SMS, por exemplo, é mais indicado fortalecê-lo e buscar outras formas de trabalhar com ele, antes de substituí-lo. Precisamos sempre olhar para os dados”.

Osmar, por sua vez, explicou que na SoftDesign, antes de desenvolver um novo produto ou serviço digital, foi incluída uma etapa de pesquisa de mercado. Esse momento minimiza o risco de criar uma solução que pode não ser necessária, ou seja: de haver custo em tempo e dinheiro, sem que o resultado contribua efetivamente para a transformação digital da empresa. “Analisar dados é essencial para entender o valor de uma nova iniciativa, e também para compreender se o usuário está disposto a utilizá-la. Só depois desse aprendizado, é o momento de testar, de forma rápida, a solução e suas funcionalidades para colher feedbacks”.

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Quando a transformação digital leva à inovação

Antes do término do Summit Talks, os participantes da mesa ainda lembraram que a transformação digital pode ser um passo importante para a inovação, desde que a organização esteja disposta a transformar também seus mapas mentais. “As empresas que querem inovar, precisam estar preparadas para falhar em vários níveis. A inovação é fruto de tentativas”, expôs Daniel.

Para Osmar, as grandes empresas podem ter dificuldade de lidar com o inacabado. “Quando querem colocar um produto ou serviço no mercado, por exemplo, só o fazem quando está tudo pronto, finalizado. E para inovar, é preciso delimitar escopo, desenvolver o essencial e lançar rápido para ter feedback e aprender logo, pois, se algo estiver errado, a mudança é ágil e não há desperdício. Esse conceito é essencial para a inovação”, finalizou.

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