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SoftDesign no Fórum de TI do Banrisul

Bruna Leite
por Bruna em 11/06/2019

No dia 23 de maio, parte da nossa equipe de Marketing e Vendas esteve presente no 12º Fórum Internacional de TI do Banrisul, que teve como tema ‘Inovação e transformação digital: o impacto nos modelos de negócios.’ O evento, que neste ano contou com a presença de diversos especialistas do setor de TI, nacionais e internacionais, discutiu tendências de mercado e explorou os diversos aspectos que envolvem a tecnologia nos negócios.

Confira abaixo um pouco dos painéis e palestras que mais chamaram a nossa atenção no evento.

Painel: A Inovação e Transformação Digital Mudando Negócios e Produtos

Para iniciar a manhã de reflexão, Marcos Cantarino moderou o painel que teve a participação de Fabiano Agante Droguetti – COO & Executive Director da CSU.CardSystem; Nori Lermen – Diretor de Inovação e Expansão da Saque-Pague; e Daniel Arraes – Diretor de Serviços Analíticos da Fico.

Droguetti abordou a importância da tecnologia como forma de viabilizar o surgimento de novos modelos de negócios. Nesse contexto, o Diretor Executivo explicou que ela se torna um meio, mas não um fim, se apresentando como agente importante na forma como as pessoas interagem com suas marcas preferidas, e possuindo o potencial de transformar a experiência dos consumidores quando em contato com elas.

Na sequência, Lermen mostrou como tal experiência pode ser verificada na prática. O Diretor de Inovação e Expansão esclareceu como a Saque-Pague desenvolveu o projeto de criação de terminais bancários que transformam dinheiro físico em digital, e vice-versa. Além dessa inovação, o projeto também tem como propósito promover a inclusão social e financeira ao posicionar esses terminais bancários em lugares afastados e de baixa densidade demográfica. Dessa forma, a empresa se mantém competitiva, pois transforma a relação com o consumidor e melhora a sua experiência.

Para finalizar o painel, Arraes destacou o quanto a geração Z – pessoas nascidas de 2000 a 2010 – tem impacto direto para que a transformação digital ocorra: as empresas deverão se reinventar nos próximos anos para atender às exigências desses novos consumidores, que nasceram em um mundo conectado e que já são 30% da população mundial. Além disso, o Diretor de Serviços Analíticos apresentou dados que demonstram que, em dez anos, a transformação digital irá gerar 100 trilhões de dólares para a sociedade e para os negócios no mundo, o que impactará na geração de novos postos de trabalho, na economia de tempo, e também em questões relacionadas ao meio ambiente e à inclusão social.

No final de sua fala, Arraes ainda mostrou um relatório da Gartner com tendências mundiais de tecnologia para os próximos anos. São elas: 10% dos veículos serão autônomos até 2021; a computação quântica atingirá a taxa de 20% de presença nas organizações até 2023; e o blockchain irá gerar três trilhões de valor comercial até 2030. (Se você quiser saber as tendências da Gartner para o ano de 2019, pode ler esta outra publicação do nosso blog).

Palestra: Segurança da Informação

Ainda pela manhã, no Espaço B-it³, Eduardo Xavier falou sobre o cuidado com os dados pessoais dos usuários, tema que tem se destacado juntamente com o avanço da transformação digital. O Sales Engineer da McAfee salientou principalmente a questão da segurança da informação aplicada a serviços na nuvem e a SaaS (Software as a Service), como o Dropbox, o Microsoft 365 Web, entre outros – que não possuem uma plataforma específica e só exigem que o consumidor tenha acesso à internet para utilizar o serviço.

Nesses casos, os softwares contêm informações sensíveis dos usuários, tais como dados cadastrais e métodos de pagamento, o que aumenta o risco de fraude. Uma das formas de o desenvolvedor proteger essas informações é realizar a gestão do acesso aos sistemas e dados de nuvem, controlando quem pode acessar o banco de dados, os provedores e as máquinas. No entanto, também é responsabilidade do cliente (ou seja, de quem irá utilizar o software) proteger essas informações, utilizando programas de antivírus adequados para bloquear tentativas de invasão maliciosas nos dispositivos. Nesse contexto, Xavier explicou a importância da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), sancionada em 2018, que tem como objetivo garantir a transparência no uso dos dados de pessoas físicas em quaisquer meios.

Painel: A inovação transformando os negócios a nível mundial

Na parte da tarde, Sebastien Taveau – vice-presidente das empresas DevX, API, Portal at Envestnet e Yodlee – discutiu a atuação das fintechs no mercado mundial, falando sobre como esse modelo de negócio migrou de um ‘ecossistema’ para se tornar um ‘egossistema’. Nas palavras de Taveau, as pessoas querem cada vez mais receber tratamento VIP, acessando a conteúdos de qualquer lugar, a qualquer hora. Por isso, o desafio das fintechs é descobrir como melhor compreender o cliente para entregar a ele o que ele deseja.

Ainda, Taveau frisou o quanto outros ecossistemas se tornaram dependentes das fintechs visto que esse é um serviço que necessita de interoperabilidade, o que significa que para ele funcionar é necessário que outros sistemas operem em conjunto. Ele também apontou para os dados como forma de entender o consumidor, mas lembrou que é preciso cuidado com seu manuseio, pois eles também são direito das pessoas.

Em seguida, Ellen Huang – vice-presidente da WatchData falou sobre como a China alcançou a 17º posição no ranking do Índice Global de Inovação. Segundo Ellen, alguns fatores impulsionaram a inovação no país: força laboral, presença da mulher na força de trabalho, sistema político centralizado, liderança forte, educação, exportação, empresas privadas, investimento em infraestrutura (pontes, transporte, etc), economia diversificada, cidadãos criativos e orientados à inovação.

Para finalizar, Sajal Mukherjee – Líder Global de Transformação Bancária da IBM também falou sobre as fintechs, enfatizando que o mercado está maduro para o surgimento desse modelo de negócio. Em 2018, surgiram 39 fintechs unicórnios no mundo que movimentaram – juntamente com as já existentes – 38 bilhões de dólares a partir dos EUA, China e Índia. Algumas forças de mercado impulsionaram esse crescimento, tais como: acionistas, expectativas dos clientes e competição digital.

Além disso, Mukherjee explicou que os bancos eficientes do futuro deverão se adaptar e se tornar flexíveis para conseguir participar de grandes ecossistemas, além de colocarem o cliente no centro das suas decisões de negócio. Ele ainda concluiu que as tecnologias Blockchain e DLT (Distributed Ledger) serão tendências de tecnologia para o futuro.

Em breve, texto aqui no blog sobre a última palestra do evento: ‘AI Economy – A Economia da Inteligência Artificial e a Era do Intangível’, por Gil Giardelli.

*Foto por Luiza Prado para o Jornal do Comércio. Disponível em: Jornal do Comércio